Capitulo 2- Tudo ficará bem.
15 de Janeiro de 2007
Naquele dia,
depois da escola eu fui direto para a biblioteca da cidade. Eu tinha de pegar
um ônibus para chegar até lá. Eu amava ler, era o meu hobby preferido. Na minha
casa eu tinha uma coleção de livros, eles me faziam muito bem, visto que eu
estava em um péssimo momento da minha vida, ler era a melhor coisa que eu podia
fazer.
Me lembro de que peguei um livro azul, e
me sentei na mesa ao lado, era um silêncio absoluto, lá eu encontrava a paz que
precisava. Eu coloquei os meus fones de ouvido, e comecei a ler. Mas por um
instante me deixei levar pelas emoções, e comecei a lembrar das coisas que
tinham acontecido comigo. Eu comecei a chorar, abaixei minha cabeça e ali
fiquei. Até que alguém me cutucou, mas eu nem liguei, e mais uma vez essa
pessoa me cutucou. Eu olhei e era um garoto, com uma aparência muito agradável por
sinal. Ele perguntou:
- Você está bem?
- É, eu to sim. –
Disse eu enxugando as lagrimas
- Tem certeza? Você
está parecendo meio triste.
Eu não respondi, mas ele continuo ali.
Ele estudava na minha escola, e trabalhava na biblioteca nas segundas e nas
quartas, ele era muito popular no colégio, jogava em um time de basquete, era o
melhor jogador de lá, todas as meninas eram loucas por ele. Minha mãe era amiga
da mãe dele, ele foi no enterro do meu pai, me lembro disso. Ele ficou ali,
puxou a cadeira e se sentou do meu lado, ele estava mesmo querendo ajudar:
- Eu só quero
ajudar, nada mais. – Disse ele.
- Minha vida ..
ela é o problema de tudo – Eu disse, deixando que as lagrimas que eu tanto
segurava saíssem sem aviso prévio.
- Você está assim
por causa da morte do seu pai não é? – Ele disse limpando as lagrimas do meu
rosto.
Eu comecei a chorar mais ainda, e o pior
eu tinha que ficar em silêncio pois estava em uma biblioteca.
- Desculpe,
eu não quis dizer ..... – Eu o
interrompi
- Ta doendo
muito, eu não consigo viver sem ele, e quem eu mais queria que estivesse do meu
lado agora não está, porque que isso só está acontecendo comigo?
- É apenas uma
fase, todos nós passamos por momentos difíceis na nossa vida. Vai passar!
- Não, não vai
passar, eu estou sofrendo, isso está me matando aos poucos. Eu tento sair, me
distrair mas não consigo, ta impossível viver assim. O que eu faço pra essa dor
passar? – Eu perguntei.
- Essa resposta
eu ainda não tenho, desculpa. – Ele disse
Eu estava muito triste, eu apenas
achava que tinha superado tudo. Mas na verdade não, a saudade, e a dor era cada
vez maior.
- Nunca vai
passar né? Eu vou ter que conviver com essa dor pra sempre?
- Não, claro que
não. Um dia você se acostuma, não irá mais doer. Agora, vá pra casa, já está
tarde. Descanse, amanhã tudo vai se ajeitar. – Ele disse
Eu levantei da cadeira, coloquei o livro
na prateleira e fui saindo. Quando estava quase na porta, ele disse meio longe
de mim:
- E não se esqueça, amanhã tudo vai ficar bem.
– Disse ele
Eu nem conhecia ele direito,só via ele na
escola, e uma vez quando foi na minha casa dar os pêsames, ta, mas fiquei impressionada com tudo o que ele tinha me dito.Eu realmente fui pra casa bem
melhor. Quando cheguei, subi para o meu quarto, tranquei a porta . Por mais que
ele tivesse dito que Amanhã tudo iria ficar bem, eu sabia que não. Eu já estava
cansada de ouvir que o tempo iria curar a dor que eu sentia, o tempo não cura tudo,
aliás o tempo não cura nada, ele apenas desloca o incurável do centro das atenções
.
Na noite daquele dia, quando eu menos
esperava minha mãe me chamou para descer. Eu desci , e quando olhei o John, sim
ele estava lá em baixo querendo falar comigo:
- Então é assim
John? Finge que gosta de mim, me magoa, me abandona quando eu mais preciso de
você, e agora que você acha que está tudo bem você volta? – Disse eu
Minha mãe subiu para o quarto dela, e
deixou a gente conversando a sós.
- Não é isso
Isabelly, eu só vim até aqui para saber como você estava. Passei hoje na biblioteca
para entregar uns livros da minha irmã e aquele menino, esqueci o nome dele, que
estuda na escola e joga basquete ....
- Justin. – Eu disse.
- Então, ele me
disse que você estava mal e que era bom que eu viesse aqui falar com você.
´-Não, eu estou
bem é só que .... – E mais uma vez eu comecei a chorar.
- Você está bem? –
Disse ele preocupado, ele me levou até o sofá para sentar.
- Eu não queria
chorar, eu juro. Queria parecer forte, queria que todos pensassem que superei
isso. Quer dizer, eu queria que você pensasse que eu superei isso. Mas não consigo, essa dor é mais forte que eu. Tão forte
que eu não consigo controlar. Essas lágrimas que caem dos meus olhos são só um aperitivo de como está
meu coração
Eu realmente não
queria ter chorado naquele momento, mas meu coração estava muito sensível e eu
não consegui controlar aquelas lagrimas teimosas. Eu queria que ele pensasse
que eu estivesse bem, mas infelizmente não consegui.
- Isabelly, desculpa ter te deixado nessa
situação. Sei o quanto você está sofrendo pela morte do seu pai, e ... pela
nossa separação. Eu não gosto de ver você assim. – Disse ele
- Olha John, eu
não tenho mais nada para falar com você. Você já conhece a saída! – Eu apontei
para a porta, e sem esperar ele sair eu subi para o meu quarto.
Nota da Autora: Oiiiiie Gente, bom aqui está o segundo
capitulo da Fanfic, espero que estejam gostando. Comentem ok? Beijãããããão


