quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Outubro de 2007 - Capitulo 2 - Tudo ficará bem.

Capitulo 2- Tudo ficará bem.

                            15 de Janeiro de 2007


Naquele dia, depois da escola eu fui direto para a biblioteca da cidade. Eu tinha de pegar um ônibus para chegar até lá. Eu amava ler, era o meu hobby preferido. Na minha casa eu tinha uma coleção de livros, eles me faziam muito bem, visto que eu estava em um péssimo momento da minha vida, ler era a melhor coisa que eu podia fazer.  
     Me lembro de que peguei um livro azul, e me sentei na mesa ao lado, era um silêncio absoluto, lá eu encontrava a paz que precisava. Eu coloquei os meus fones de ouvido, e comecei a ler. Mas por um instante me deixei levar pelas emoções, e comecei a lembrar das coisas que tinham acontecido comigo. Eu comecei a chorar, abaixei minha cabeça e ali fiquei. Até que alguém me cutucou, mas eu nem liguei, e mais uma vez essa pessoa me cutucou. Eu olhei e era um garoto, com uma aparência muito agradável por sinal. Ele perguntou:

- Você está bem?  
- É, eu to sim. – Disse eu enxugando as lagrimas
- Tem certeza? Você está parecendo meio triste.
       
         Eu não respondi, mas ele continuo ali. Ele estudava na minha escola, e trabalhava na biblioteca nas segundas e nas quartas, ele era muito popular no colégio, jogava em um time de basquete, era o melhor jogador de lá, todas as meninas eram loucas por ele. Minha mãe era amiga da mãe dele, ele foi no enterro do meu pai, me lembro disso. Ele ficou ali, puxou a cadeira e se sentou do meu lado, ele estava mesmo querendo ajudar:

- Eu só quero ajudar, nada mais. – Disse ele.
- Minha vida .. ela é o problema de tudo – Eu disse, deixando que as lagrimas que eu tanto segurava saíssem sem aviso prévio.
- Você está assim por causa da morte do seu pai não é? – Ele disse limpando as lagrimas do meu rosto.
     Eu comecei a chorar mais ainda, e o pior eu tinha que ficar em silêncio pois estava em uma biblioteca.

- Desculpe, eu  não quis dizer ..... – Eu o interrompi
- Ta doendo muito, eu não consigo viver sem ele, e quem eu mais queria que estivesse do meu lado agora não está, porque que isso só está acontecendo comigo?
- É apenas uma fase, todos nós passamos por momentos difíceis na nossa vida. Vai passar!
- Não, não vai passar, eu estou sofrendo, isso está me matando aos poucos. Eu tento sair, me distrair mas não consigo, ta impossível viver assim. O que eu faço pra essa dor passar? – Eu perguntei.
- Essa resposta eu ainda não tenho, desculpa. – Ele disse

          Eu estava muito triste, eu apenas achava que tinha superado tudo. Mas na verdade não, a saudade, e a dor era cada vez maior.

- Nunca vai passar né? Eu vou ter que conviver com essa dor pra sempre?
- Não, claro que não. Um dia você se acostuma, não irá mais doer. Agora, vá pra casa, já está tarde. Descanse, amanhã tudo vai se ajeitar. – Ele disse

       Eu levantei da cadeira, coloquei o livro na prateleira e fui saindo. Quando estava quase na porta, ele disse meio longe de mim:

 - E não se esqueça, amanhã tudo vai ficar bem. – Disse ele


   Eu nem conhecia ele direito,só via ele na escola, e uma vez quando foi na minha casa dar os pêsames, ta,  mas fiquei impressionada com tudo o que ele  tinha me dito.Eu realmente fui pra casa bem melhor. Quando cheguei, subi para o meu quarto, tranquei a porta . Por mais que ele tivesse dito que Amanhã tudo iria ficar bem, eu sabia que não. Eu já estava cansada de ouvir que o tempo iria curar a dor que eu sentia, o tempo não cura tudo, aliás o tempo não cura nada, ele apenas desloca o incurável do centro das atenções .
       Na noite daquele dia, quando eu menos esperava minha mãe me chamou para descer. Eu desci , e quando olhei o John, sim ele estava lá em baixo querendo falar comigo:

- Então é assim John? Finge que gosta de mim, me magoa, me abandona quando eu mais preciso de você, e agora que você acha que está tudo bem você volta? – Disse eu

         Minha mãe subiu para o quarto dela, e deixou a gente conversando a sós.

- Não é isso Isabelly, eu só vim até aqui para saber como você estava. Passei hoje na biblioteca para entregar uns livros da minha irmã e aquele menino, esqueci o nome dele, que estuda na escola e joga basquete ....
 - Justin. – Eu disse.
- Então, ele me disse que você estava mal e que era bom que eu viesse aqui falar com você.
´-Não, eu estou bem é só que .... – E mais uma vez eu comecei a chorar.
- Você está bem? – Disse ele preocupado, ele me levou até o sofá para sentar.
- Eu não queria chorar, eu juro. Queria parecer forte, queria que todos pensassem que superei isso. Quer dizer, eu queria que você pensasse que eu superei isso. Mas não consigo, essa dor é mais forte que eu. Tão forte que eu não consigo controlar. Essas lágrimas que caem dos meus olhos são só um aperitivo de como está meu coração


     Eu realmente não queria ter chorado naquele momento, mas meu coração estava muito sensível e eu não consegui controlar aquelas lagrimas teimosas. Eu queria que ele pensasse que eu estivesse bem, mas infelizmente não consegui.
    
 - Isabelly, desculpa ter te deixado nessa situação. Sei o quanto você está sofrendo pela morte do seu pai, e ... pela nossa separação. Eu não gosto de ver você assim. – Disse ele
- Olha John, eu não tenho mais nada para falar com você. Você já conhece a saída! – Eu apontei para a porta, e sem esperar ele sair eu subi para o meu quarto.





Nota da Autora:  Oiiiiie Gente, bom aqui está o segundo capitulo da Fanfic, espero que estejam gostando. Comentem ok?   Beijãããããão 

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